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Segundona com o Rochinha

Waldir Peres, goleiro da copa de 82

Esse espaço está aberto para o Rochinha.


Quem é o Rochinha?

Renato Rocha, antes de mais nada, é um amante do esporte. Relações Públicas, formado ela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, como a maioria dos brasileiros não perde um jogo de futebol, o curioso é que ele assiste os jogos que ninguém vê, só ele e alguns poucos "loucos" pelo esporte bretão.

Aqui ele relatará algumas histórias, curiosidades e suas aventuras pela segunda e terceira divisão do futebol brasileiro.



O primeiro relato é sobre um jogo em Indaiatuba, Divirtam-se!!!!



Ontem foi um dia histórico nos meus rolês pelo Interior.



Busquei mais um jogo da Segunda Divisão Paulista, agora com um detalhe especial, Internacional de Limeira que era o clube mandante, realizou a partida em Indaiatuba (110 km de Sampa), cidade que há um bom tempo não tem um jogo da Segundona (olha a chance do Corinthians mandar jogos lá, hahahahahaha).

E que partida, acompanhei detalhes da Segunda Divisão do Estado mais rico do país, imagino como seja em outros estados.

Pois bem, cheguei na cidade e ao lado da rodoviária tinha o estádio do XV de Novembro de Indaiatuba, como o portão estava aberto, entrei e conheci o gramado e os vestiários.

Depois caminhei até o Estádio do Primavera e Real Racing, times da cidade, que dividem a administração do estádio.

Achei novamente o portão aberto (eram 14h e o jogo começava 15h), não havia movimentação de bilheteria e nem de torcida por perto e entrei. Lá conheci o Seu José, o simpático senhor de camisas vermelhas, que de tanto foto que eu tirava achou que eu fosse da imprensa, hehehe.

E pesquei detalhes fabulosos nessa partida:

- Era estréia do Waldir Peres como técnico da Inter de Limeira (sim, tirei foto com ele) ex-goleiro da Seleção e do São Paulo na década de 70 e 80;

- O sistema de som era o carro que aparece ao meu lado na foto. Sim, no Estado de São Paulo tem que tocar o Hino Nacional antes do jogo e não tinha som no estádio, hehehe;

- Peguei a escalação do São Bento com o Supervisor de Futebol como se fosse um cara da imprensa, na cara de pau;

- O Controle de Dopagem (sim, tem Anti-doping na A-2) não encontrava uma geladeira ligada no estádio pra poder ajeitar o material do controle;

- A venda de ingressos começou somente 10 minutos antes das 15h. Pra quê Estatuto do Torcedor, né? Se mal foi gente assistir, não é verdade?

- Mas isso não foi problema, pois o jogo atrasou mais de 20 minutos, pois não tinha policiais no estádio. Sim, abriram o estádio, deixaram o público entrar, trio de arbitragem e times entraram em campo e não havia sequer uma autoridade policial no local, hahahahaha. Ficaram todos no gramado esperando a Base Comunitária chegar.

- As duas torcidas organizadas do São Bento se uniram pra gritar pelo time, no total eram uns 10 heróis gritando pelo Bento, Bento, Bento;

- Show de bola os pequenos torcedores Tiago (com sua bateria, única no estádio) e o Eduardo (cujo pai fez uma camisa exclusiva pra ele);

- O representante Gílson da Federação Paulista de Futebol não deixou eu entrar no campo, pois estava de bermuda, hahaha;

- O jogo até que foi agradável, 2 a 2, bem movimentado, com destaques para Alencar (goleiro do São Bento e que quando era goleiro do São Paulo tomou 7 gols na mesma partida) e Alexandre (que já jogou no meio de campo da Portuguesa);

- Os dois presidentes dos clubes ficaram no alambrado, atrás do banco de reservas. Inclusive o da Inter chamou o Waldir Peres durante a partida. Pressão pouca é bobagem, hahaha;

- No final da partida, o presidente da Inter pedia ao fiscal da FPF Gílson que falasse com o Marco Polo Del Nero (presidente da Federação) para não cobrar tantas taxas, pois seu clube estava falido;


Voltei pra São Paulo, depois de ter pego um autógrafo do Waldir.


Voltei ainda mais feliz que tinha ido.


Amo ver jogos no Interior.


Estou viciado nisso.